Defesa

A ignota morte do general Jaborandy

08-31-2015Jaborandy_MINUSTAHQuando você se preparava para sair pro feriado da Independência, na última sexta-feira, o Exército Brasileiro desembarcava em Maceió o corpo do general José Luiz Jaborandy Júnior, morto cinco dias antes a bordo de um voo comercial que ia de Miami a Manaus. Jaborandy comandava a maior operação militar brasileira desde a Segunda Guerra Mundial. Ele tinha sob sua responsabilidade todos os militares que compõem a Missão da ONU no Haiti, a mais ambiciosa missão da história das Nações Unidas quando se trata de tentar reconstruir institucionalmente um país, do zero. O militar não foi o primeiro brasileiro morto no posto. Antes dele, outro general, Urano Bacelar, se matou com um tiro na cabeça, em 2006, num hotel da capital haitiana. Outro brasileiro, o soldado Geraldo Barbosa Luiz, de apenas 21 anos, também morreu depois de disparar contra si mesmo, em novembro do ano passado, enquanto servia na mesma missão. Jaborandy havia assumido em março. Ele tinha apenas 57 anos. Todo funcionário a serviço da ONU passa por avaliações de saúde quando serve no exterior. Mais ainda se está no comando de tropas operacionais. Apesar disso, o general simplesmente “passou mal” e “acabou falecendo de mal súbito“, de acordo com declaração dada pelo tenente-coronel Hélder ao G1. Continuar lendo

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Humanitário

As balsas com negros aportam no Brasil

Captura de Tela 2015-04-26 às 10.54.31Quem quiser se sentir na Europa sem sair de casa pode dar um pulinho na Baixada do Glicério, em São Paulo. É lá que aportam nossos imigrantes negros, iguaizinhos aos que naufragam no Mediterrâneo tentando alcançar a costa da Espanha e da Itália. Além de partilhar fotos de africanos no Facebook, o visitante poderá eventualmente se inteirar do que acontece em seu próprio país e, de quebra, fazer algo útil, demonstrando alguma solidariedade real pelos haitianos que se apinham por ali. Continuar lendo

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Humanitário

O Haiti chegou a SP

blog6AAjudar o Haiti foi uma boa ideia. Mas só enquanto os problemas estavam represados no Caribe. Com a onda migratória de haitianos chegando a São Paulo, o Brasil mudou de opinião. O ‘altruísmo desinteressado’ cedeu lugar a uma política de acolhida mesquinha. Agora, os haitianos passeiam pelas ruas, penando as agruras de uma política “humanitária” manca, que se presta mais à propaganda internacional do que à efetividade.  Continuar lendo

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Humanitário

O Brasil não quer saber do Haiti

blog9AO Brasil queria saber de um assento no Conselho de Segurança da ONU. Por isso enviou tropas para o Haiti em 2004. Se o País quisesse saber dos haitianos, cuidaria melhor dos mais de 2 mil deles, que se espremem hoje dentro de um galpão projetado originalmente para abrigar 300 pessoas na cidadezinha acreana de Brasileia, na fronteira com a Bolívia. Com apenas 20 mil habitantes, Brasileia é a capital do Haiti no exterior. Continuar lendo

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Defesa

20% de Pax Haitiana

blog19AManter a paz é função sem fim. Logo, a ONU decidiu hoje manter as tropas no Haiti. Com a renovação do mandato, “nossos rapazes” completarão 10 anos à frente do que já é a maior ação militar brasileira no exterior desde a Segunda Guerra Mundial. A menos que se revogue a inércia das leis da Física, a paz não chegará ao Haiti. Como, de resto, nunca chega a lugar nenhum do mundo. Daí o caráter inevitavelmente político da decisão de militarizar o Haiti e não o quarteirão da ONU em Nova Iorque.

Afinal, quantos por cento de paz seria o bastante para justificar a saída das tropas? 20%? Essa foi a redução do contingente militar a partir da Resolução 2119/2013 – de 6.233 para 5.021. Na mão contrária, a polícia cresce. Passa de 2.457 para 2.601. É o “step down”, a preparação gerúndica do “já vou, já estou saindo”. Continuar lendo

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